Logística, genética e análise de mercado marcam o dia de abertura do Seminário Internacional do Mirtilo em Lima.
Com forte enfoque no cenário do comércio global de mirtilo, na logística internacional e nas estratégias de competitividade dos principais intervenientes do setor, decorreu a sessão da manhã do primeiro dia do XXXIX Seminário Internacional do Mirtilo, evento que reúne produtores, exportadores, investigadores e operadores logísticos da indústria mundial no Centro de Convenções de Lima.
As primeiras apresentações e painéis concordaram em uma ideia central: o mirtilo continua sendo uma das frutas mais dinâmicas no comércio internacional, mas o setor está entrando em uma fase mais madura, onde a eficiência logística, a genética varietal e o conhecimento de mercado começam a definir a competitividade entre as diferentes origens.
Um mercado global que continua a crescer.
O dia começou com uma análise macro dos fluxos comerciais e hábitos de consumo de mirtilo, apresentada pelo analista do Rabobank, Gonzalo Salinas. Sua apresentação abordou como a fruta se consolidou como uma das categorias mais dinâmicas do mercado global de frutas vermelhas, impulsionada por seu posicionamento como alimento funcional associado à saúde e ao bem-estar.
Esse crescimento, no entanto, também está criando um ambiente mais competitivo para os exportadores. Os mercados exigem consistência em qualidade, firmeza, vida útil pós-colheita e eficiência logística — variáveis que hoje influenciam o valor comercial tanto quanto o volume de produção.
Nesse contexto, o desenvolvimento da indústria peruana voltou a ser o foco da discussão. Na última safra, o país exportou mais de 375 mil toneladas, consolidando sua posição como um dos principais motores de crescimento do mercado internacional de mirtilo.
Além do volume, os expositores destacaram a capacidade do setor peruano de melhorar sua produtividade, diversificar sua oferta genética e se adaptar rapidamente às demandas do mercado internacional.
Um mercado global que continua a crescer.
O dia começou com uma análise macro dos fluxos comerciais e hábitos de consumo de mirtilo, apresentada pelo analista do Rabobank, Gonzalo Salinas. Sua apresentação abordou como a fruta se consolidou como uma das categorias mais dinâmicas do mercado global de frutas vermelhas, impulsionada por seu posicionamento como alimento funcional associado à saúde e ao bem-estar.
Esse crescimento, no entanto, também está criando um ambiente mais competitivo para os exportadores. Os mercados exigem consistência em qualidade, firmeza, vida útil pós-colheita e eficiência logística — variáveis que hoje influenciam o valor comercial tanto quanto o volume de produção.
Nesse contexto, o desenvolvimento da indústria peruana voltou a ser o foco da discussão. Na última safra, o país exportou mais de 375 mil toneladas, consolidando sua posição como um dos principais motores de crescimento do mercado internacional de mirtilo.
Além do volume, os expositores destacaram a capacidade do setor peruano de melhorar sua produtividade, diversificar sua oferta genética e se adaptar rapidamente às demandas do mercado internacional.
A genética redefine o valor dos mirtilos.
Um dos pontos mais comentados da manhã foi a apresentação de Pablo Cortés, da Agronometrics, que analisou a dinâmica dos preços no mercado internacional.
Sua apresentação destacou uma mudança estrutural na forma como o mercado está valorizando o produto: a variedade tornou-se o principal fator de valorização dos mirtilos, superando até mesmo variáveis tradicionais como origem ou período de produção.
As novas variedades genéticas não só melhoram os atributos sensoriais para o consumidor, como também aumentam a firmeza, a vida útil pós-colheita e a consistência da fruta no seu destino, fatores essenciais para um comércio internacional cada vez mais dependente de longas cadeias logísticas.
Esse processo está impulsionando a renovação acelerada de variedades em diversos países produtores e redefinindo o cenário competitivo do setor.
Logística: o novo eixo estratégico do negócio
O primeiro painel de discussão do dia abordou uma das questões mais sensíveis para as exportações agrícolas: a eficiência logística.
O painel reuniu representantes do setor portuário, operadores logísticos e exportadores para analisar como a logística se tornou um dos fatores mais decisivos para o sucesso comercial do setor.
Os participantes concordaram que a competitividade dos mirtilos depende cada vez mais de uma cadeia logística eficiente, integrada e tecnologicamente robusta, capaz de manter a qualidade da fruta durante viagens de milhares de quilômetros.
Nesse contexto, um dos projetos mais mencionados foi o impacto potencial do megaporto de Chancay, cuja entrada em operação promete redefinir a conectividade comercial do Peru com a Ásia e abrir novas oportunidades para as frutas peruanas em mercados de alto crescimento.
No entanto, vários participantes concordaram que o desafio logístico do país não se limita à infraestrutura portuária.

“O próximo grande passo do Peru deve ser na cadeia logística. Confiamos na qualidade do produto. Mas aprimorar a cadeia logística interna nos tornará mais competitivos no mundo”, afirmou Igor Seminario, gerente geral da SEATRADE Peru.
Da mesma forma, Nick Bonifaz, da VE Logistics, alertou que o desenvolvimento portuário deve ser acompanhado por melhorias na conectividade terrestre.
“Investir em infraestrutura rodoviária é o grande desafio a curto e médio prazo para o Peru. Embora tenhamos Chancay e Paracas como alternativas para descentralizar os portos, não podemos permitir que a malha rodoviária fique para trás”, afirmou.
Essas reflexões moldaram uma ideia central que permeou todo o painel: para que o Peru consolide sua liderança nas exportações e se projete como um centro logístico regional, será necessário sanar as lacunas na conectividade interna e fortalecer toda a cadeia logística do país.
Reconfiguração do mapa global do mirtilo
A sessão de negociação da manhã terminou com um segundo painel focado na reconfiguração do mapa global do mirtilo e nas estratégias adotadas pelas principais empresas do setor.
Os participantes concordaram que a indústria está entrando em uma nova fase caracterizada por maior competição entre origens, maior sofisticação tecnológica e mercados cada vez mais exigentes.
O crescimento do setor continuará a ser impulsionado por três fatores principais: inovação genética, expansão do consumo em novos mercados e desenvolvimento tecnológico. No entanto, o desafio para os produtores será manter a rentabilidade em um cenário onde a eficiência operacional, a qualidade varietal e o conhecimento estratégico do mercado serão cruciais.
Lima como espaço para debate estratégico
Para além dos diversos tópicos abordados, a sessão da manhã deixou uma conclusão clara entre os participantes.
A indústria do mirtilo continua a atravessar uma fase de expansão global, mas também de crescente sofisticação. O negócio já não depende apenas da produção de mais frutos, mas sim de o fazer com maior precisão técnica, melhor logística e uma compreensão mais profunda do mercado internacional.
Com essa visão estratégica, Lima se posiciona mais uma vez como um dos principais espaços de discussão sobre o futuro da indústria global de mirtilo.
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