Produção intensiva:

Nutrição, salinidade e monitoramento: dicas práticas deixadas por María del Carmen Salas em Lima 2026

O especialista espanhol detalhou critérios críticos no controle da nutrição e da salinidade em sistemas de cultivo em vasos para garantir a estabilidade produtiva em culturas de alto valor.

Durante o segundo dia do Seminário Internacional de Mirtilos Peru 2026, realizado em Lima, a Dra. María del Carmen Salas, professora doutora da Universidade de Almería, focou sua apresentação no manejo de precisão, especificamente em "Ferramentas para o controle da nutrição e salinidade na produção de mirtilos em vasos". Indo além dos métodos convencionais, sua abordagem centrou-se em fornecer aos produtores ferramentas e critérios técnicos que lhes permitam manter níveis de produção consistentes, minimizando os riscos associados à variabilidade ambiental.

Salas deixou claro que a nutrição não é um fator isolado, mas sim o resultado de um controle rigoroso da interação entre água, substrato e planta. A estabilidade do sistema depende da capacidade da equipe técnica de interpretar o que está acontecendo dentro da planta e reagir com bom senso a qualquer desvio.

Controle e monitoramento como base para a estabilidade

Para Salas, a chave para o sucesso na produção intensiva reside no monitoramento contínuo. Não se trata de seguir um conjunto rígido de diretrizes, mas sim de compreender variáveis ​​dinâmicas como a condutividade elétrica (CE) e o pH na zona radicular. O monitoramento frequente permite a identificação de tendências antes que se tornem problemas que afetem a produtividade.

O ajuste da solução nutritiva deve ser uma resposta direta aos dados obtidos no campo. Fatores como a porcentagem de drenagem e sua composição química são indicadores vitais que ditam se a estratégia de fertirrigação é eficiente ou se está acumulando sais que estressam desnecessariamente a cultura. Nesse sentido, ele recomendou:

  • Considere a sensibilidade das variedades à salinidade.
  • Controle da solução nutritiva e da drenagem: concentração dos principais macronutrientes (NO3, K, Ca, Na).
  • Gestão da fertirrigação através do ajuste das necessidades hídricas em tempo real.
  • Água acima das necessidades hídricas da planta (fração de lavagem) para os sais na zona radicular.
  • Utilização de substratos de qualidade com propriedades físicas adequadas e boa resistência ao envelhecimento.
  • Escolha fertilizantes com baixo índice de salinidade.
  • Considere o uso de bioestimulantes/reguladores de crescimento, etc.

Dra. María del Carmen Salas, Universidade de Almería, Espanha. @Blueberries Consultoria

Conexão com a realidade produtiva peruana

Os pontos levantados pelo especialista estão em perfeita sintonia com os desafios observados durante a recente Visita Técnica. Num contexto em que as exportações agrícolas peruanas caminham para a intensificação e o uso em larga escala de plantas em vasos, as decisões técnicas relativas ao manejo do substrato e ao controle da salinidade tornam-se cruciais para a manutenção da competitividade.

Em sistemas de alta densidade, a margem de erro é drasticamente reduzida. Os desafios de escala no Peru exigem que a transição do cultivo em solo para vasos seja apoiada por uma gestão impecável dos recursos hídricos, onde a tecnologia de monitoramento seja eficiente para a tomada de decisões diárias.

Dra. María del Carmen Salas, Universidade de Almería, Espanha. @Blueberries Consultoria

Formação e transferência: o valor do diploma

A profundidade desses conceitos e sua aplicação prática formam o núcleo do Diploma em Cultivo Sem Solo, desenvolvido pela Blueberries Consulting em parceria com a Universidade de Almería. Este programa é o próximo passo natural para profissionais que buscam se especializar nas principais metodologias da agricultura moderna em todo o mundo.

Este marco na formação permite que técnicos e produtores peruanos tenham acesso a uma transferência de conhecimento de alto nível, conectando a expertise acadêmica de Almería com as necessidades reais dos campos locais. A continuidade na formação é, em última análise, a garantia de uma indústria agrícola resiliente e tecnologicamente avançada.

fonte
Consultoria BlueBerries

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