Adex: China compra hoje 4 vezes mais mirtilos peruanos do que há um ano

O Grêmio destacou que nosso país se consolidou como o principal fornecedor mundial de mirtilos em 2021, concentrando 25,1% da oferta total. Uvas, abacates, aspargos e mangas completam o quinteto das exportações peruanas.

O Chefe de Consultoria e Projetos do ADEX Global Economy and Business Research Center (CIEN), Lizbeth Pumasunco, destacou que o Peru se consolidou como principal fornecedor mundial de mirtilos em 2021, concentrando 25,1% do total e tendo como principal destino os Estados Unidos. Prova disso é que hoje a China consome quatro vezes mais mirtilos peruanos do que no ano passado.

De acordo com o sistema ADEX Data Trade Commercial Intelligence, esta baga ficou em segundo lugar no ranking de fornecimento agroexportável não tradicional no ano passado, depois de uvas frescas e à frente de abacates, aspargos, mangas, preparações usadas para alimentação de animais e frutas cítricas.

“No mundo, prioriza-se o consumo de produtos frescos com nutrientes que fortalecem a saúde, e os mirtilos se enquadram nessas características. Embora a demanda continue aumentando, é importante levar em consideração vários elementos que ajudarão a fortalecer nossa posição como principal exportador global”, afirmou.

Um deles é o excesso de oferta, não só no Peru, mas em outros países produtores que podem pressionar os preços para baixo. Um segundo elemento é constituído pelas características organolépticas do mirtilo.

“Outras são a formação de produtores; promover as boas práticas agrícolas para garantir a sua segurança e aumentar a produtividade; e identificar mais compradores internacionais. O nosso sindicato organizou a Expoalimentaria no passado mês de setembro e o mirtilo foi um dos produtos mais procurados”, recordou.

Por sua vez, o desenvolvedor de negócios para a América do Sul da Somerfield Farms nos EUA, Eder Ríos, comentou que os compradores valorizam o tamanho (calibre) da fruta. “Se for mais de 18 milímetros, entra na apresentação jumbo, e se for mais de 20 milímetros, superjumbo. Ambos são os que geram os melhores retornos”, explicou.

Outras qualidades são a firmeza do mirtilo, pois deve-se levar em conta o tempo de transferência e o que seria necessário para chegar ao consumidor final. Dependendo do destino, continuou, uma fruta mais firme será sempre mais apreciada do que uma macia.

“Também é levada em conta a floração (também conhecida como pruina), uma cobertura branca característica que protege o mirtilo de agentes biológicos ou naturais; o grau brix (doçura) e a acidez, cujo nível deve ser ótimo não só para evitar a reprodução de patógenos, mas também para que seu consumo seja agradável”, explicou.

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