Agrokasa após sua venda: retira ações da BVL

A empresa controlada pelo Grupo Hame anunciou a intenção de fazer uma oferta pública de compra aos demais acionistas.

Pouco mais de dois meses depois de anunciar sua venda ao grupo guatemalteco Hame, a Agrokasa Holdings informou à Bolsa de Valores de Lima (BVL) sua decisão de fechar o capital “todas as ações ordinárias representativas do capital social” da Sociedade Agrícola Drokasa (Agrokasa).

No importante fato apresentado à BVL com esta informação, as intenções do segurando fazer oferta pública de compra aos titulares de ações. A Agrokasa Holding, adquirida pelo grupo Hame, Ele detém 87.49% das ações da exportadora Agrokasa.

Ao tomar conhecimento da venda da antiga empresa de capital peruana, Jorge Ramírez, gestor da Netafim Peru e ex-CEO da Camposol (2016-2021), afirmou que “Do ponto de vista agrícola, as suas colheitas são muito boas, bem cuidadas e com excelentes rendimentos, entre as melhores do país.”

No entanto, os resultados da empresa em 2022 não foram positivos: as suas vendas acrescentaram US$ 130 milhões, com contração de 12% em relação a 2021. Essa queda se deveu à menor remessa de abacate e à queda nos preços dessa fruta, mirtilos, uvas e aspargos. Em consequência, A empresa fechou o ano com prejuízo de US$ 8 milhões. Em 2021, os lucros foram de US$ 35.3 milhões, enquanto em 2020 as perdas chegaram a US$ 13 milhões.

Investidores estrangeiros retiram-se do BVL

Dada a instabilidade política e económica do país, que gera desconfiança entre os investidores, o BVL retrocedeu vários anos. Um dos indicadores que refletem esta situação é que o mercado de ações sofreu um grande número de fechamentos de empresas: nos últimos cinco anos, 15 empresas retiraram suas ações e o valor negociado desses papéis (renda variável) caiu sensivelmente.

Uma das exclusões mais recentes foi a da rede de hotéis Casa Andina. A sociedade de capital panamenha Nessus Hoteles Perú, proprietária da referida marca, anunciou no final de outubro que a Assembleia Geral de Acionistas acordou “realização do procedimento de exclusão de ações ordinárias” Vale lembrar que a Casa Andina estreou na BVL no início de 2020, com a emissão privada de títulos no valor de US$ 50 milhões com prazo de 15 anos.

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