O painel de encerramento do Seminário Internacional de Consultoria em Mirtilo, em Trujillo, reuniu cinco especialistas de diferentes áreas, que concordaram que o novo cenário climático exige uma reformulação do manejo da cultura, desde a fisiologia vegetal até o manuseio pós-colheita. Prevenção, monitoramento e integração do conhecimento foram as principais conclusões de uma discussão que sintetizou as lições aprendidas durante os dois dias de sessões técnicas do evento em Trujillo, Peru.
O 42º Seminário Internacional da Blueberries Consulting reuniu produtores, fornecedores de tecnologia, especialistas e empresas da cadeia de suprimentos, que destacaram a importância do networking, da inovação e do acesso a informações úteis para a tomada de decisões em um setor cada vez mais exigente.
O pesquisador chileno argumentou que o aquecimento global já está alterando a fisiologia da cultura e que o desafio para o setor não será apenas produzir mais frutos, mas também entender como a planta responde a um ambiente cada vez mais extremo. Genética, manejo e meio ambiente devem ser integrados para construir sistemas de produção mais resilientes.
“O crescimento da indústria global de mirtilo dependerá cada vez mais da capacidade de integrar inovação genética, gestão agronômica e estratégias de adaptação diante de um clima cada vez mais incerto”, foi a visão compartilhada entre pesquisadores, consultores e empresas no último dia do encontro do setor em Trujillo.
No 42º Seminário Internacional de Mirtilos, em Trujillo, em 2026, a especialista em pós-colheita explicou que o aumento das temperaturas pode acelerar a desidratação e a perda de firmeza dos mirtilos. Diante desse cenário, ela sugeriu que produtores e exportadores reduzam o tempo entre a colheita, o processamento e o resfriamento, além de avaliar como cada variedade reage ao calor.
Pesquisas de mercado, fisiologia, nutrição e saúde convergem para a conclusão de que a competitividade do mirtilo dependerá cada vez mais de sua capacidade de adaptação a um ambiente de produção mais complexo e a consumidores mais exigentes. O primeiro dia do encontro em Trujillo confirmou que a indústria peruana já está se preparando para esse novo cenário.
No XLII Seminário Internacional de Mirtilos em Trujillo, em 2026, Luis Miguel Vegas explicou que o Peru iniciou a temporada 2026-2027 com mais que o dobro do volume exportado em comparação com o ano anterior, mas a Proarándanos planeja a campanha em etapas devido ao possível impacto do El Niño no tamanho, sanidade, condição e percentual exportável.
No XLII Seminário Internacional de Mirtilos em Trujillo, em 2026, o especialista em pós-colheita, marketing e comercialização de produtos frescos analisará como o clima, a logística, a cadeia de frio e o manuseio afetam a vida útil pós-colheita e a qualidade com que a fruta chega ao mercado.
Com mais de mil participantes confirmados e seis anos de continuidade na cidade, o XLII Seminário Internacional de Mirtilos de Trujillo 2026 reunirá produtores, exportadores, consultores, empresas e especialistas em uma edição marcada por conhecimento técnico, inovação, presença empresarial e conexões comerciais.
O agrônomo, mestre em Fitopatologia e professor da Universidade Nacional Agrária La Molina, analisa como a mudança varietal está elevando o padrão do mirtilo peruano, discussão que retomará em Trujillo ao abordar estratégias para enfrentar o El Niño e as doenças na cultura.
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