Chile: Camport lança propostas para modernizar o sistema portuário e manter a competitividade das exportações.
A Câmara Marítima e Portuária do Chile (Camport) divulgou um documento com 99 propostas para enfrentar os desafios do sistema portuário e do setor marítimo nacional, visando fortalecer a indústria e sua capacidade de resposta a um contexto global mais exigente. O documento de 143 páginas está organizado em sete capítulos e busca promover medidas consideradas essenciais para o desenvolvimento do setor.
O guia é apresentado num contexto de mudanças geopolíticas, crescentes exigências de sustentabilidade e transformação tecnológica — fatores que pressionam a cadeia logística e, por extensão, a competitividade do comércio exterior. Camport argumenta que, apesar dos avanços significativos em logística e questões portuárias, o Chile enfrenta desafios cuja resolução será crucial para melhorar a eficiência do sistema.
Do ponto de vista de um país exportador, o pacote de iniciativas visa solucionar problemas estruturais como a coordenação institucional, o planejamento a longo prazo e a disponibilidade de infraestrutura, elementos críticos para setores com alta demanda logística, como o agrícola e o frutícola, onde a continuidade operacional e os tempos de trânsito podem definir as condições de chegada e o valor final.
Nessa linha, Camport indica que as propostas foram construídas a partir de um diagnóstico e estão organizadas em áreas como quadro institucional, concessões, planejamento territorial, eficiência operacional, conectividade, regulamentação trabalhista e segurança.
El Presidente da Camport, Daniel FernándezEle apresentou o trabalho como uma atualização estratégica para o setor, visto que o último documento desse tipo havia sido produzido sete anos antes. Além disso, enfatizou que o novo ciclo de concessões abre uma oportunidade para propor melhorias, gerar incentivos ao investimento e reduzir a incerteza em relação aos futuros processos de licitação.
No capítulo sobre concessões, o documento enfatiza a necessidade urgente de avançar rumo a uma Política Nacional de Portos vinculativa e fortalecer o papel coordenador do Estado no planejamento da logística portuária, a fim de alinhar as prioridades de investimento e otimizar a conectividade rodoviária e ferroviária. Propõe ainda a promoção de uma "segunda onda" de concessões focada na eficiência e na colaboração, incorporando critérios que fomentem a inovação, a transição energética e a digitalização.