Na Argentina e no Brasil: o Comitê Chileno de Frutas Mirtilo retoma ofensiva promocional

Andrés Armstrong destacou que o setor entrou em uma nova fase de crescimento, mas também de promoção, graças ao aumento da produção de novas variedades. Hoje, buscam capitalizar essa oferta aprimorada, aproveitando a proximidade logística e o potencial de consumo no Cone Sul, especialmente nos mercados argentino e brasileiro.

Após anos focados na organização do abastecimento e na renovação dos pomares, a indústria chilena de mirtilo está intensificando novamente suas campanhas promocionais. A informação foi confirmada por Andrés Armstrong, diretor executivo do Comitê Chileno de Frutas e Mirtilo, que explicou que esse retorno às atividades de marketing reflete a consistência e a qualidade do produto que o Chile oferece atualmente ao mundo, impulsionado pela renovação das variedades.

“O Comitê decidiu retomar seu papel histórico como promotor do consumo, uma tarefa que está em seu “DNA” desde sua criação, há 15 anos”, afirmou Armstrong, acrescentando que, nos últimos 4 ou 5 anos, o foco tem sido a classificação e avaliação de variedades para melhorar o mix de exportação do Chile.

"Sentimos que era hora de começar a promover novamente; e para isso, escolhemos mercados que, embora pequenos, têm potencial de crescimento na América Latina, incluindo o Chile", explicou o executivo.

Assim, a estratégia foca-se em impulsionar o consumo em países vizinhos como a Argentina e o Brasil, uma decisão baseada não só no potencial de consumo, mas também na proximidade e complementaridade entre eles. “O Chile é um parceiro estratégico para complementar a produção local na Argentina, uma vez que a sua época termina quando a do Chile começa. Além disso, o consumo tem crescido graças aos esforços da própria indústria argentina, à qual agora adicionaremos a nossa promoção com os 'Mirtilos AMO'”, salientou o representante.

Vale lembrar que, no início de janeiro, o Comitê realizou uma campanha promocional no Chile com o slogan "Mirtilos o Tempo Todo", que visava destacar os benefícios dos mirtilos para a saúde e oferecer maneiras divertidas de aproveitar essa fruta durante o verão. A campanha incluiu entrevistas com veículos de comunicação nacionais (TV, rádio e jornais), além da divulgação de materiais promocionais nas redes sociais, e contou com a participação de influenciadores de destaque, como Connie Achurra.

“Já iniciamos a promoção na Argentina e, posteriormente, faremos no Brasil, com foco em uma perspectiva e mensagem mais locais — relevantes para a realidade dos consumidores argentinos e brasileiros. Por isso, na Argentina, utilizamos o slogan e acompanhamos todos os materiais promocionais com ‘EU AMO’, como uma exclamação de satisfação ao prová-los, devido ao seu sabor adocicado”, conclui.

E quando se trata de sabor, Armstrong é enfático ao destacar que “os mirtilos chilenos têm um fator distintivo: sua doçura. As frutas chilenas estão atingindo uma consistência que agrada não só aos consumidores habituais, mas também a novos segmentos que valorizam a experiência do sabor, e esse é um fator distintivo dos nossos mirtilos.”

exportações

Em relação ao desenvolvimento da atual safra de mirtilo chileno de 2025-26, o especialista indicou que ela foi influenciada por um adiantamento de duas semanas e pelos efeitos das altas temperaturas. "Até o momento, mais de 73 toneladas foram exportadas, representando um aumento projetado de 20%, mas a safra deve terminar um pouco abaixo das 90 toneladas exportadas na safra passada", afirmou.

A Europa se consolidou como o principal destino, respondendo por 55% do total das exportações chilenas de mirtilo para o mundo, um aumento de 36% em comparação com o mesmo período da temporada anterior. "Isso se deve, em parte, a uma mudança nas exportações de frutas dos Estados Unidos, em função de questões tarifárias e melhores oportunidades em nichos de mercado específicos nos países europeus", observou Armstrong.

No caso da Ásia, também há evidências de um aumento, embora menor (+2%), com destaque para o desempenho na Coreia do Sul (+21%), o principal mercado do continente asiático, e em Taiwan (+156%).

As exportações para a América Latina também apresentam crescimento de +25%, com a Argentina como principal destino, refletindo um aumento de 31% nas importações chilenas de mirtilo até o momento. Enquanto isso, o Brasil — o segundo mercado mais importante da América Latina — apresenta um aumento de 9%.

Por fim, o CEO observou: “Com essas atividades promocionais, o Comitê do Mirtilo reafirma seu compromisso com o setor, buscando expandir a demanda e gerar uma oferta focada em uma melhor experiência do consumidor, que seja consistente em todos os mercados.”

Artigo anterior

próximo artigo

POSTAGENS RELACIONADAS

Inundações no norte de Marrocos estão afetando os produtores de arroz...
Oportunidade ou ameaça? Lições de negócios do boom do mirtilo na China
A Camposol lança o Origen, seu programa de melhoramento genético com uma visão para...