Foram embarcadas 215.356 toneladas por US$ 1.277 milhões

Exportações de mirtilo do Peru crescem 30% em volume e 26% em valor até agora na campanha 2021/2022

Três meses após o final da campanha de mirtilo peruano 2021/2022 —que vai de maio a abril— pode-se estimar com alta probabilidade de sucesso que, ao final da campanha 2021/2022, 220.076 toneladas de mirtilo fresco serão exportados equivalentes a US$ 1.306 milhões, mantendo as atuais taxas de crescimento.

Três meses após o término da campanha de mirtilo peruano 2021/2022 —que vai de maio a abril— foram exportadas 215.356 toneladas por US$ 1.277 milhões. Em relação ao ano anterior, os embarques atuais da fruta cresceram 30% em volume e 26% em valor.

Nos últimos cinco anos, as exportações de mirtilo entre maio e janeiro representaram 98% do total de embarques da temporada, sendo o restante da campanha marginal. Nesta linha, estima-se com grande probabilidade de sucesso que, ao final da campanha 2021/2022, serão exportadas 220,076 toneladas de mirtilos frescos equivalentes a US$ 1,306 milhões, mantendo assim as taxas de crescimento atuais.

Apesar do aumento da oferta peruana, o preço médio dos mirtilos foi de US$ 5.93 por quilo, 3% inferior ao do ano anterior (US$ 6.11 por quilo). Os principais destinos foram Estados Unidos e Holanda, que responderam por 78% dos embarques peruanos. Enquanto isso, China e Espanha foram os destinos onde os melhores preços foram obtidos, com preços superiores a US$ 6.25 por quilo.

Os embarques para os Estados Unidos aumentaram

Ao final da campanha, segundo estimativas, as exportações de mirtilo peruano para os Estados Unidos chegarão a 118.533 toneladas por US$ 700 milhões. Isso significará um crescimento de embarques de 33% em volume e 28% em valor em relação à campanha anterior. No mercado norte-americano, o preço médio da fruta peruana foi de US$ 5.91 o quilo, 4% menor em relação à safra anterior.

O crescimento do mirtilo peruano nos Estados Unidos foi impulsionado por um aumento de 20% na demanda pela fruta. Da mesma forma, o Peru conseguiu crescer acima do resto dos fornecedores no início de sua campanha, devido ao fato de que a produção local permaneceu semelhante à do ano passado e que o Canadá diminuiu seus embarques em 4%.

Os principais compradores de mirtilos peruanos no mercado norte-americano foram Hortifrut Imports Inc., com 22% de participação, e Camposol Fresh USA Inc., com 15%. Quanto às empresas peruanas que enviaram a fruta, destacaram-se a Hortifrut Perú SAC, com 19% de participação, e a Camposol SA, com 16%.

Os preços na Holanda caíram

A estimativa para a Holanda é de 52.592 toneladas para US$ 305 milhões, 24% a mais em volume e 11% a mais em valor em relação à campanha anterior. No mercado europeu, o preço médio pago pela fruta peruana foi de US$ 5.81 o quilo, 11% inferior ao da safra passada. Vale ressaltar que a Holanda foi o mercado que menos pagou pela fruta peruana.

Na Holanda, a demanda por mirtilos cresceu 5%, abaixo do que a oferta de seus principais fornecedores cresceu, fazendo com que o preço da fruta importada caísse. Neste destino, o mirtilo peruano concorre com o sul-africano entre julho e dezembro. No período mencionado, a oferta da África do Sul para o país europeu cresceu 14%, o que, aliado ao aumento da oferta peruana, provocou uma contração dos preços.

Os principais compradores de mirtilos peruanos no mercado europeu foram Camposol Fresh BV, com 15% de participação, e Driscoll's of Europe BV, com 7%. Quanto às empresas peruanas que enviaram a fruta, destacaram-se a Camposol SA, com 17% de participação, e a Complejo Agroindustrial Beta SA, com 12%.

China aumenta demanda com melhores preços

Ao final da campanha, as exportações de mirtilo do Peru para a China (incluindo Hong Kong) atingirão 28.566 toneladas por US$ 179 milhões. Isso significará um crescimento de embarques de 41% em volume e 66% em valor em relação à campanha anterior. No mercado asiático, o preço médio da fruta peruana é de US$ 6.25 o quilo, 17% a mais em relação à safra anterior.

A China é um mercado atendido principalmente pelo Chile e Peru, que juntos têm 99% de participação na oferta de mirtilos. A fruta peruana chega com força entre setembro e janeiro, enquanto a fruta chilena chega entre janeiro e março. Por serem os principais fornecedores e se reunirem apenas por um mês, têm espaço para crescer no ritmo da demanda chinesa. Este último vem aumentando graças à reativação econômica e às mudanças nas tendências de consumo de alimentos frescos e saudáveis.

Os principais compradores de mirtilos peruanos no mercado chinês foram a Shenzhen Oheng Import & Export Co. Ltd., com 20% de participação, e a Shanghai Hui Zhan International Trade Co. Ltd., com 16%. Quanto às empresas peruanas que enviaram a fruta, destacaram-se a Agrovisión Perú SAC, com 21% de participação, e a Hortifrut Perú SAC, com 17%.

Oportunidade na Espanha

Estima-se que, ao final da temporada, os embarques de mirtilos peruanos para a Espanha totalizem 1.689 toneladas por US$ 11 milhões, 38% a mais em volume e 43% a mais em valor em relação à campanha anterior. No mercado europeu, o preço médio pago pela fruta peruana foi de US$ 6.36 por quilo, 3% a mais que na safra passada. Vale ressaltar que a Espanha foi um dos mercados que mais pagou pela fruta peruana.

O crescimento do mirtilo peruano na Espanha foi impulsionado por um aumento de 21% na demanda pela fruta. Nesse mercado, o Peru concorre com a África do Sul entre julho e novembro, país que aumentou sua oferta em 17%. Da mesma forma, o Peru teve a oportunidade de aumentar seus embarques no início de sua campanha, devido ao fato de que a produção local terminou antes do esperado. Assim, o mirtilo peruano conseguiu crescer sem afetar seus preços.

Os principais compradores de mirtilos peruanos no mercado espanhol foram a Ideal Fruits SL, com 31% de participação, e a Surexport CASL, com 21%. Quanto às empresas peruanas que enviaram a fruta, destacaram-se a Agrovisión Perú SAC, com 31% de participação, e a Complejo Agroindustrial Beta SA, com 24%.

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