“Histórico”: Congresso aprova criação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Com um total de 130 votos a favor, a câmara baixa aprovou a criação do novo portfólio, cujo anúncio poderia fazer parte da conta pública do presidente Piñera, nesta sexta-feira 1 em junho.

Após quase dois meses de trabalho e após ter sido aprovado por unanimidade pela comissão mista na última terça-feira, hoje a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Ministério da Ciência, Tecnologia, Conhecimento e Inovação, deixando o regulamento em condições de ser promulgada em lei, após verificação de legalidade pelo Tribunal Constitucional.

O anúncio do novo portfólio pode fazer parte da conta pública do presidente Piñera neste mês de junho 1.

Sua aprovação e criação foram valorizadas pelos parlamentares como um “salto histórico e substancial” e descritas pelo Ministro Geral da Presidência, Gonzalo Blumel, como a maior reforma institucional para a ciência, desde a criação do Conicyt, há 50 anos.

«Tem claramente um efeito importante na produção de conhecimento, ciência e inovação, porque uma das coisas que faz é mudar o sistema de patentes e de proteção da propriedade intelectual. Atualmente houve uma restrição muito grande ao patenteamento e para que esse conhecimento depois seja colocado ao serviço da sociedade e isso se resolva de uma boa forma", explicou.

O patenteamento e a propriedade intelectual foi justamente um dos principais acordos alcançados pela comissão mista. Nesse sentido, no que se refere à propriedade intelectual de pesquisa e inovação, para projetos financiados pelo Fondecyt, foi proposto um mecanismo que exige a publicação caso o resultado não seja patenteável, caso contrário, os recursos devem ser devolvidos ao Estado.

Se a investigação gerar patentes, a pessoa ou instituição poderá solicitar proteção notificando a agência, quando o Estado gozará de uma licença não exclusiva, intransferível, irrevogável e onerosa com o único objetivo de abastecer o mercado nacional.

Outro item que foi questionado e resolvido pela comissão mista foi a descentralização do Ministério, através de secretarias ministeriais regionais.

Juntamente com a criação dos ministérios, serão instaladas cinco novas fábricas, que serão concluídas - uma por região - dentro de um período máximo de dez anos.

Em outra ordem, o objetivo de criar um comitê consultivo do novo ministério é colaborar no desenho de instrumentos e propostas de lei, que entre suas funções contam a responsabilidade de formar os comitês técnicos ou especialistas. Eles serão integrados de forma pluralista, promovendo a equidade de gênero e uma representação adequada das disciplinas.

Por outro lado, o presidente da Conicyt, Mario Hamuy, valorizou o apoio da maioria aos regulamentos e antecipou que uma institucionalidade é criada, a instalação do ministério deve ser este ano e durante a 2019 que começa a funcionar.

Fonte: Diario Financiero

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