O investimento no campo mexicano depende de infraestrutura: Hortifrut

“Devemos investir em obras, porque as nossas culturas crescem em áreas rurais que muitas vezes são regiões esquecidas”, disse o diretor da empresa no México.

Para impulsionar os investimentos no interior mexicano, Héctor Luján, diretor executivo da empresa dedicada à produção e comercialização de frutas vermelhas Hortifrut, alertou que é importante continuar melhorando a infraestrutura de estradas e barragens hidráulicas.

“Devemos investir nessas obras, porque nossas lavouras não crescem nas grandes cidades, mas em áreas rurais que muitas vezes são áreas esquecidas”, comentou em entrevista ao MILENIO.

Salientou que empresas como a sua têm um grande impacto positivo nas comunidades, “mas temos que caminhar de mãos dadas com o desenvolvimento das obras governamentais, criando um ambiente melhor que atraia investimento com as garantias necessárias para promovê-lo de forma holística e sustentável”. completo, o bem-estar de toda a população.”

Destacou que o fenómeno de deslocalização das cadeias produtivas, conhecido como nearshoring, é algo que a agricultura já vive desde a década de 90, quando muitos passam a investir no México para exportar para mercados de alto consumo como os Estados Unidos.

“Há aqui uma mão de obra muito boa e os climas não se prestam à produção anticíclica no inverno no país”, explicou.

Ele apreciou que o México é “uma grande nação” para o negócio de frutas silvestres: “Tive que fazer parte da incursão do país na produção de frutas silvestres de inverno que começou a exportar principalmente para a América do Norte e mais tarde para a Europa”.

Segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento, a 31 de maio do corrente ano, a produção nacional de frutos silvestres mantém uma tendência ascendente, podendo mesmo ultrapassar o obtido em 2023, já que foram colhidos 397 mil em morangos, framboesas e 234 amoras. toneladas, 73 mil 58 toneladas e 129 mil 448 toneladas, respectivamente.

Esta actividade beneficia as famílias, proporcionando-lhes alimentos e recursos económicos, uma vez que gera pelo menos 500 mil empregos directos em 21 entidades do país.

Desse número, indicou, “a produção de morango contribui com 38 por cento do total das fontes de emprego, a produção de framboesa oferece 23 por cento, a produção de amora contribui com 22 por cento e a produção de mirtilo contribui com 17 por cento”.

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