Superalimentos peruanos têm potencial no Brasil

Maximixe propõe que a IIRSA Sur seja melhor aproveitada para envio de produtos.

O Brasil é um dos parceiros comerciais mais importantes do Peru na região, com um volume comercial de US$ 5,461 milhões em 2022, valor 27% superior a 2021. Nesse sentido, o diretor de Economia da Maximixe, Henry Álvarez, afirmou que os superalimentos peruanos, que já são enviados para esta região do mundo, tenham oportunidades ainda maiores no mercado do país vizinho.

Um desses produtos, especificou ele, são os mirtilos. Outros alimentos que também poderiam beneficiar mais do comércio entre os dois países são as azeitonas e os orégãos.

“Existem produtos que podem entrar por via rodoviária e assim atender a demanda que existe no noroeste brasileiro e até no centro do Brasil. Aqui temos produtos agro-exportáveis, uvas por exemplo”, notou.

Da mesma forma, indicou que os têxteis também têm oportunidade de ganhar espaço no norte do país vizinho, basta encontrar as oportunidades que surgem.

rodovia

Nesse sentido, o representante da Maximixe destacou que a IIRSA Sur não está sendo utilizada como deveria para chegar ao mercado brasileiro com maiores produtos, embora pudesse beneficiar regiões como Ica, Arequipa, Ayacucho, Cusco, Apurímac, Cusco, Puno e Mãe de Deus.

Da mesma forma, afirmou que esta rodovia também se beneficia em termos de redução de custos “porque é mais eficiente para produtos perecíveis”.

Da mesma forma, garantiu que é necessária a implementação do Acordo de Facilitação do Comércio Fronteiriço. "Em 2016 foi assinado este acordo, mas não está totalmente desenvolvido, há muitos aspectos que estão ligados aos controlos fronteiriços, procedimentos, regulamentos, que estão a dificultar o acesso à mercadoria", acrescentou.

De referir que no dia 4 de dezembro a Maximixe apresentará o estudo “Oportunidades Comerciais Peru – Brasil”.

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