Zimbabué, um novo player que ganha força na indústria do mirtilo

Suas exportações aumentaram 67% no ano passado

A indústria de mirtilos está em constante crescimento em todo o mundo. O Peru se posicionou como um exportador líder, mas outros países emergentes, como China, Estados Unidos e Chile, também estão ganhando impulso. No entanto, o Zimbábue, da África, surgiu como uma alternativa, ganhando impulso no último ano.

No Zimbábue, a indústria do mirtilo cresceu a tal ponto que oferece projeções mais do que otimistas para os próximos anos. O Zimbábue está até sendo considerado o próximo celeiro da África Austral.

Crescimento apesar do El Niño

As culturas hortícolas no Zimbábue sofreram um grave revés no ano passado, com uma queda de 27% devido ao impacto da seca causada pelo fenômeno El Niño. No entanto, a produção de mirtilo cresceu 7%, de 8000 toneladas na safra 2023/2024 para 8580 toneladas na safra 2024/2025 — dados encorajadores que apontam para um setor em crescimento na África.

Exportações em curva ascendente

As exportações de mirtilo do Zimbábue aumentaram 13.3%, de 3616 toneladas na safra 2023/2024 para 4096 toneladas na safra 2024/2025 (ver Tabela 1). Isso apenas confirma o crescimento sustentado, considerando que a safra 2018/2019 começou com 482 toneladas e continuou a crescer.

Se analisarmos os dados por ano de Dados de comércio global da Agronometrics e adaptado por Consultoria Mirtilos. Verificamos que as exportações aumentaram 67% em 2025 em comparação ao ano anterior, passando de 3855 toneladas para 6451 (Tabela 2).

Evolução das exportações por época (tabela 1)

Evolução das exportações por ano (tabela 2)

Principais mercados

Atualmente, os principais destinos da fruta produzida no Zimbábue são Holanda, África do Sul, Hong Kong, Malásia, Reino Unido e Espanha (Tabelas 3 e 4).

Principais países importadores (tabela 3)

Os 11 principais países importadores (tabela 4)

Nos Países Baixos, as exportações foram avaliadas em US$ 14,5 milhões em 2024, representando 29% do total exportado. Hong Kong veio logo atrás, com importações no valor de US$ 10,9 milhões (22%), enquanto a Alemanha importou frutas vermelhas no valor de US$ 7,2 milhões, contribuindo com 14% do total. Hong Kong também apresentou o maior preço por quilo, US$ 14, seguida por Cingapura e Alemanha, com US$ 12 e US$ 9, respectivamente.

Desafios

Embora as perspectivas para a indústria de mirtilo pareçam positivas para o Zimbábue, ainda há obstáculos a serem superados, como o fornecimento irregular de energia elétrica que afeta os sistemas de irrigação, a falta de infraestrutura para a cadeia de frio e a escassez de mão de obra. Esses desafios precisam ser enfrentados para fortalecer seu papel de liderança na indústria de mirtilo.

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fonte
Consultoria Blueberries

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