Os mirtilos peruanos crescem 25,5% globalmente, chegando ao Japão.
Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações peruanas de mirtilo totalizaram US$ 743 milhões e 248 mil, o que representa um aumento de 25,5% Em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Gestão de Agroexportação da Associação de Exportadores (ADEX), o número confirma o dinamismo das bagas na cesta de exportação agrícola e abre o debate sobre como manter esse ritmo em mercados cada vez mais competitivos.
Em 2024, de acordo com os dados do Trade Map, O Peru se posicionou como o principal exportador mundial de mirtilos., com vendas de US$ 2 mil 270 milhões e detém 34% do total global, à frente dos Países Baixos (12%), Espanha (9%), Marrocos (8%) e Chile (7%). Manter essa liderança envolve não apenas consolidar os mercados tradicionais, mas também expandir para novos destinos de alto valor, como o Japão.
Liderança global em mirtilos
Até agora, em 2025, Estados Unidos Continua sendo o principal comprador de mirtilos peruanos, com US$ 321 milhões e 310 mil, embora com uma queda de 7% nos pedidos. Eles são seguidos por Holanda com US$ 142 milhões e 465 mil e um crescimento de 55,4%, e China com US$ 120 milhões e 623 milque se destaca pelo aumento de 280,6%. A lista é completada pelo Reino Unido, Hong Kong, Taiwan, Espanha, Colômbia, Alemanha, Tailândia e outros mercados que diversificam a demanda.
Do lado da oferta, as regiões que lideram a exportação desta fruta são Liberdade (US$ 432 milhões), Lambayeque (US$ 132 milhões e 504 mil) e Ica (US$ 56 milhões e 067 mil), seguida por Áncash, Lima, Piura, Callao e Moquegua. O caso de Ica é relevante, pois, além de ser a terceira maior região exportadora, foi palco de uma recente visita de uma delegação japonesa interessada em conhecer melhor a produção peruana de mirtilo.
Japão: um parceiro exigente e estratégico
Com o objetivo de manter o posicionamento internacional dos mirtilos, a ADEX organizou uma visita de uma delegação do Japão, chefiada pelo embaixador. Tsuyoshi Yamamoto, para a fazenda Fazendas Familiares em Ica a planta já PROLAN Em Chincha. Durante a visita, as autoridades japonesas observaram os processos de colheita, embalagem e gestão da cadeia de frio, elementos essenciais para garantir a qualidade e a segurança exigidas pelo mercado asiático.
O diretor da guilda, Patrício LuzantoEle destacou que o Japão é um mercado de grande interesse para os produtos agrícolas peruanos e que os mirtilos, em particular, “Tem um potencial enorme.”Ele enfatizou a necessidade de um trabalho coordenado entre as autoridades de saúde de ambos os países Avançar com a assinatura de um protocolo fitossanitário que permitirá a entrada da fruta nesse destino, considerando os rigorosos padrões de segurança alimentar aplicados pelo Japão.
Regiões, padrões e oportunidades de crescimento
Luzanto enfatizou que um acordo a nível governamental que estabelece regulamentações concretas e formais para a exportação de mirtilos peruanos para o Japão. O país asiático valoriza essa fruta como um alimento altamente nutritivo, especialmente consumido no café da manhã. No entanto, as variedades cultivadas no Japão são menores e possuem um perfil de sabor diferente, o que abre uma janela de oportunidade para os mirtilos peruanos, reconhecidos por seu tamanho e atributos organolépticos.
O embaixador Yamamoto descreveu o mirtilo como “Símbolo da força agroindustrial peruana” Ele destacou as capacidades técnicas e a inovação das empresas do setor. Durante a visita, observou-se a gestão responsável das diversas atividades de produção: uso eficiente de recursos, cumprimento de processos, boas práticas trabalhistas e altos padrões de qualidade e segurança alimentar — condições essenciais para competir em mercados exigentes como o japonês.
Nesse contexto, o crescimento das remessas e a diversificação dos destinos reforçam a necessidade de continuar investindo em tecnologia, rastreabilidade e conformidade regulatória. O Japão sobe no ranking e agora ocupa a 26ª posição entre os importadores de mirtilo (com um aumento de 6% em 2024).O Peru busca transformar essa demanda emergente em um destino significativo para suas exportações. Para produtores e exportadores, o desafio será alinhar sua competitividade às novas demandas globais e aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo mercado asiático.