Agricultura e produção:

INIA alerta para uma nova fase na indústria do mirtilo: foco na qualidade, eficiência e diferenciação.

No Seminário Internacional de Mirtilos 2026 – XL versão Chile, a instituição destacou os desafios para manter a competitividade do setor.

O aumento da concorrência internacional e as maiores exigências do mercado estão marcando um ponto de virada para a indústria do mirtilo no Chile. Essa foi uma das principais questões abordadas no Seminário Internacional do Mirtilo 2026 – 40ª edição no Chile, evento do qual participou o Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (INIA), com foco nos desafios da competitividade do setor.

A abertura do encontro foi liderada pela vice-diretora nacional de P&D do INIA, María Teresa Pino, juntamente com María Sofía Silva, diretora regional da ProChile O'Higgins, e o consultor internacional Jorge Esquivel, que concordaram sobre a necessidade de avançar na adaptação produtiva diante de um cenário mais exigente.

Durante sua apresentação, Pino afirmou que o país está passando por uma mudança estrutural em seu cenário competitivo. “Hoje, o Chile não compete em volume ou custo, mas em sofisticação, qualidade e confiabilidade”, afirmou. Ele acrescentou que a posição do mirtilo chileno no mercado tem sido historicamente ligada ao desenvolvimento do conhecimento. “O desenvolvimento do mirtilo no Chile tem sido acompanhado por pesquisa desde o seu início, desde a introdução de variedades até o manuseio pós-colheita”, observou.

Nesse contexto, ele alertou que um dos principais desafios é acelerar os processos de reconversão. “Se quisermos manter a competitividade, a reconversão varietal deve avançar de forma mais decisiva, incorporando genética de alto nível”, afirmou. Ele também enfatizou a necessidade de melhorar a eficiência da produção. “O desafio hoje não é apenas produzir mais, mas produzir melhor: com maior eficiência, precisão e uso inteligente dos recursos”, concluiu.

Outro ponto fundamental levantado foi a diferenciação de produtos. “Não basta simplesmente chegar aos mercados; devemos fazê-lo com atributos claros e consistentes que nos permitam destacar”, acrescentou. No que diz respeito à inovação, ele destacou o papel dos processos pós-colheita. “Tem sido fundamental para o

"O posicionamento do Chile e hoje continuamos avançando em soluções que nos permitem garantir melhor qualidade no destino", afirmou.

A participação do INIA no seminário também incluiu a presença de sua equipe regional e um estande institucional, onde foram apresentados avanços em pesquisa aplicada, manuseio pós-colheita e ferramentas de agricultura digital. Por fim, Pino enfatizou a importância da colaboração entre os atores do setor. "O desenvolvimento desta indústria foi possível graças à colaboração efetiva entre os setores público e privado", afirmou, acrescentando que "o futuro do mirtilo no Chile depende da nossa capacidade de inovar, nos diferenciar e trabalhar juntos de forma eficaz".

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