O Porto de Chancay marca uma mudança fundamental na logística de exportação de produtos perecíveis da América do Sul para a Ásia
O Porto de Chancay marca uma mudança fundamental na logística de exportação de produtos perecíveis da América do Sul para o mercado asiático. “Ao reduzir o tempo de trânsito para apenas 25 dias até Xangai, muitas oportunidades são abertas para expandir a qualidade e o frescor de frutas e vegetais – fatores essenciais no mercado de produtos perecíveis”, diz José Antonio Gómez Bazán, ex-CEO da Camposol.
Com o apoio dessas novas “pernas” para a jornada, o analista estima que será ampliado o leque de variedades de produtos que atendem aos padrões de qualidade necessários para atingir os mercados mais distantes, inclusive alguns que eram praticamente inacessíveis por esse fator, como a Índia.
“Os benefícios vão além do Peru. Países vizinhos como Chile, Equador, Colômbia e Brasil também podem se beneficiar de tempos de trânsito mais curtos e, assim, potencialmente reduzir seus custos de transporte. Essa melhoria, quando acompanhada de infraestrutura complementar - como uma ferrovia costeira e uma logística marítima eficiente - abre caminho para um corredor intercontinental robusto", prevê.
Para José Antonio Gómez, está claro que o interesse da China no Peru é motivado pela localização geográfica estratégica do país e sua riqueza em produtos agrícolas, o que coloca ainda mais ênfase no papel crítico da água nessa atividade. Isso fica mais evidente quando comparamos a abundância do recurso que o Peru pode apresentar em nível per capita em termos de disponibilidade em comparação a nações como China e Índia. “O futuro da agricultura e da segurança alimentar depende de práticas sustentáveis e do acesso a esses recursos essenciais”, acrescentou.
“A abertura do Chancay não só revoluciona a logística, mas também posiciona o Peru e outras nações sul-americanas como atores centrais na cadeia alimentar global, prontos para atender às necessidades de um mercado em rápida evolução”, concluiu.

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