Diversificação de negócios

O Peru está diversificando suas exportações de mirtilo para a Índia, Tailândia e Singapura.

Índia, Tailândia e Singapura surgem como mercados de longo prazo para os mirtilos peruanos, numa estratégia em que a logística, a qualidade da entrega e o relacionamento direto com o cliente serão fatores decisivos.

Durante a feira asiática dedicada ao setor de frutas e verduras, Christian Pereda e Luis Alburqueque, da Euroandes Foods Import — braço comercial do Grupo Danper, um dos principais produtores e exportadores peruanos de frutas frescas — compartilharam o papel que a Ásia desempenha atualmente em sua estratégia de diversificação de mercado para o setor. mirtilos Peruanos.

“Estamos buscando impulsionar as vendas no Sudeste Asiático utilizando uma abordagem bimodal”, explicou Pereda, detalhando que a empresa combina o transporte marítimo até seu escritório europeu com subsequentes remessas de carga aérea para destinos como Tailândia, Índia e Singapura. O objetivo, observou ele, é “alcançar esses mercados por meio de uma logística mais eficiente que preserve a qualidade”.

© DanPer

Para a Euroandes, o mercado asiático representa um potencial de crescimento inexplorado. Embora a China e o Norte da Ásia apresentem padrões de consumo mais consolidados — visto que também são regiões produtoras —, países como a Índia, a Tailândia e Singapura estão em crescimento e são vistos como uma oportunidade a longo prazo. O executivo identificou a logística como o principal desafio da região: reduzir o trânsito marítimo da América do Sul, em sua opinião, tornaria o produto mais acessível e promoveria o aumento do consumo.

Em relação às demandas do mercado, Pereda destacou que estas aumentam à medida que o consumo interno se desenvolve em cada país, uma tendência que já é claramente observada na China e que começa a ser replicada em Singapura e na Índia.

© DanPer

Em relação ao estado atual da safra, os representantes da Euroandes descreveram um cenário de alta nos preços, seguindo uma janela de safras europeia ainda amplamente dominada por produtos de origem local. Explicaram que o Peru já lidera os embarques nesta fase inicial graças a variedades exclusivas, embora o verdadeiro impulso venha com a chegada de variedades de polinização aberta, como Ventura e Emerald. O clima, disseram, resultou em variações de até 40-50% menos frutos, dependendo da variedade e do pomar, o que pode deixar o Peru com um volume semelhante ao da safra anterior, porém com um mercado mais estável em termos de preços.

Em relação ao posicionamento do país, os entrevistados observaram que, embora a China concentre a maior parte da produção global, o Peru continua sendo o principal exportador, com uma janela comercial que se estende principalmente entre agosto e fevereiro.

© DanPer

Como grupo, a Danper trabalha atualmente com oito produtos, cinco dos quais pertencem à linha de produtos frescos: uvas, mirtilosAbacates, mangas e aspargos também são cultivados, estes últimos com uma participação menor nos últimos anos. A empresa planeja aumentar sua área de cultivo de uvas de 100 para quase 800 hectares nos próximos três anos e também encerrará o atual ano fiscal com 1.000 hectares de mirtilos, incluindo variedades exclusivas e abertas.

Por fim, os executivos concordaram que a integração vertical das empresas peruanas — com escritórios próprios em diferentes mercados — responde à busca por um relacionamento mais direto com o cliente final, tanto para consolidar os laços existentes quanto para desenvolver novos mercados no Sudeste Asiático.

© DanPer

fonte
FreshPlaza

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