O futuro das exportações de mirtilo:

Previsão dos principais países para 2030 e 2050

Até 2030, a liderança na exportação de mirtilo será influenciada pelas mudanças climáticas, pela inovação em variedades resilientes e pela expansão dos mercados emergentes. Até 2050, a perspectiva será profundamente influenciada pelas mudanças climáticas, pela automação agrícola, pela sustentabilidade e pelo acesso a recursos hídricos.

Os mirtilos tornaram-se uma das frutas mais procuradas globalmente devido às suas propriedades nutricionais e antioxidantes, bem como à facilidade de consumo por não conterem sementes e cascas. Nas últimas décadas, a demanda por mirtilos cresceu exponencialmente, impulsionada principalmente pela tendência de alimentação saudável. Esse crescimento transformou o mercado, posicionando diversos países como líderes na produção e exportação de mirtilos. No entanto, fatores como mudanças climáticas, inovação tecnológica, demanda em mercados emergentes, sustentabilidade dos sistemas de produção e gestão mais eficaz determinarão quais países dominarão esse mercado no futuro.

Estima-se que a produção total exceda 3 milhões de toneladas até 2030, e ninguém ousa prever o número extraordinário previsto para 2050, que, segundo a tendência, ultrapassará claramente 5 milhões. Isso representa um crescimento significativo e rápido em comparação com a realidade dos anos anteriores. Esse rápido crescimento nos volumes de produção decorre da adoção de novos sistemas de manejo sem solo e da agricultura de precisão, do surgimento de novas variedades melhoradas e da expansão das áreas de cultivo, tanto em áreas tradicionais quanto em novas regiões emergentes que são adicionadas a cada dia. Além disso, a qualidade da fruta está em constante aprimoramento graças às inovações em manejo, melhoramento genético e à aplicação de novos conhecimentos adquiridos em cultivo.

Previsões futuras

Em relação aos futuros líderes das exportações de mirtilo para o mercado mundial, as tendências atuais são claras e dependem das condições edafoclimáticas que cercam o cultivo em determinados países, de novas genéticas, do uso eficiente da tecnologia e do conhecimento agronômico de seus técnicos e profissionais e, em alguns casos, de sua localização geográfica em relação a mercados importantes, como México ou Marrocos.

Os atuais líderes mundiais na exportação de mirtilos

O Peru é atualmente o líder indiscutível do mercado graças à sua capacidade de produzir na entressafra, ao seu clima favorável e aos seus investimentos em tecnologia e variedades adaptadas.

Na última década, coincidindo com a oferta abundante de novas genéticas e o aprimoramento das ferramentas tecnológicas, o Chile perdeu sua posição historicamente líder na exportação mundial de mirtilo. No entanto, o país foi pioneiro na exportação de mirtilo no Hemisfério Sul e, embora atualmente enfrente desafios de concorrência e custos, permanece entre os mais bem posicionados no mercado.

Os Estados Unidos permanecem como um ator-chave há décadas, embora mais focados no consumo interno. Sua produção para exportação concentra-se em mercados próximos, como o Canadá.

O México subiu ao topo nos últimos anos, graças à sua diversidade varietal e principalmente devido à sua localização privilegiada, a poucas horas do mercado dos EUA.

Espanha e, principalmente, Marrocos, dois fornecedores estratégicos para a Europa devido à sua proximidade geográfica e capacidade de produção em meses-chave. Por fim, a China, que, embora atualmente seja um grande produtor para consumo interno, tem sua infraestrutura agrícola avançando rapidamente para a exportação.

Esses países dominam o mercado graças a fatores como disponibilidade de terras, investimento em conhecimento e tecnologia agrícola e acesso a mercados internacionais.

Os principais países exportadores de mirtilo até 2030

Até 2030, a liderança na exportação de mirtilo será influenciada pelas mudanças climáticas, pela inovação em variedades resistentes e pela expansão dos mercados emergentes. Com base nessas tendências, os principais exportadores poderão ser:

 

Peru, que continuará a liderar o mercado graças à sua vantagem competitiva na produção contra-sazonal e ao seu clima seco e estável. As empresas peruanas estão investindo em tecnologia de irrigação, variedades de alto rendimento e certificações internacionais, o que lhes permitirá manter sua liderança. Além disso, sua proximidade com mercados-chave, como os Estados Unidos e a Europa, fortalece sua posição.

China Tornar-se-á um ator fundamental não só na produção, mas também nas exportações. Atualmente, é o maior consumidor mundial de mirtilos, mas sua capacidade de produção está se expandindo rapidamente. Melhorias na infraestrutura logística e a adoção de tecnologia avançada permitirão à China competir nos mercados internacionais.

Marrocos Crescerá como exportador estratégico para a Europa devido à sua proximidade geográfica e aos baixos custos de produção. Além disso, sua capacidade de produzir durante meses-chave para o mercado europeu, aliada a acordos comerciais favoráveis, a posicionará como um player importante.

África do Sul Desempenhará um papel de destaque, aproveitando seu clima diversificado e sua capacidade de abastecer os mercados europeu e asiático. Seu investimento em variedades resistentes ao estresse hídrico e sua infraestrutura portuária avançada fortalecerão sua competitividade.

Esta previsão teria de incluir México, pela sua absoluta proximidade com um mercado que não entrará em declínio e, pelo contrário, poderá aumentar o seu consumo.

2050: Gigantes do Mirtilo em um Mundo Transformado

Até 2050, a paisagem será profundamente influenciada pelas mudanças climáticas, automação agrícola, sustentabilidade e acesso a recursos hídricos. As seguintes previsões destacam potenciais líderes globais:

Canadá

O Canadá pode emergir como líder mundial, especialmente em um contexto de mudanças climáticas que tornarão suas condições mais favoráveis ​​à produção de mirtilo. A expansão de terras aráveis ​​nas regiões do norte, aliada a tecnologias avançadas de cultivo em estufas, permitirá que o Canadá compita globalmente.

China

Até 2050, a China poderá consolidar sua posição como a maior exportadora de mirtilo. Suas capacidades tecnológicas, aliadas a políticas governamentais de apoio e infraestrutura altamente desenvolvida, permitirão que domine tanto a produção quanto a exportação.

Brasil

O Brasil, com seu vasto território e clima diversificado, pode se tornar um grande player na produção de mirtilo. A adoção de tecnologias agrícolas avançadas e a expansão da produção em áreas não tradicionais permitirão o abastecimento de mercados na América Latina, Europa e Ásia.

Países da África Subsaariana

A África Subsaariana, com suas terras aráveis ​​abundantes e uma população jovem que pode impulsionar a inovação agrícola, pode se tornar um novo polo para a produção de mirtilo. Países como Quênia e Zâmbia podem emergir como exportadores importantes se superarem os desafios de infraestrutura e acesso ao mercado.

Este artigo é um trecho de um relatório e uma análise detalhada que serão publicados na próxima edição da Blue Magazine.

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fonte
Consultoria Blueberries

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