O embaixador australiano vê os mirtilos peruanos como uma oportunidade para cooperação tecnológica no enfrentamento das mudanças climáticas.
A indústria peruana de mirtilo voltou a atrair o interesse internacional em Trujillo, a principal região produtora. oxicoco direto do campo. No âmbito do Seminário Internacional de Mirtilos de Trujillo 2026, o Embaixador australiano no Peru, James YeomansEle destacou o potencial do setor e as oportunidades de colaboração entre os dois países em tecnologia, conhecimento agrícola e adaptação aos desafios climáticos.
“Hoje vimos o grande potencial da indústria e a importância que ela tem tanto no Peru quanto na cidade de Trujillo e nas outras áreas produtoras de mirtilo do país”, observou o diplomata.
Yeomans enfatizou que a Austrália também é um país onde a agricultura tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico, portanto, existem pontos de convergência com o Peru em relação à inovação, eficiência produtiva e soluções para uma atividade cada vez mais exposta à variabilidade climática.
Desafios comuns diante das mudanças climáticas.
Um dos temas que marcaram a presença do embaixador no seminário foi o impacto do clima na agricultura. Em sua opinião, a Austrália e o Peru enfrentam desafios semelhantes, de modo que a troca de experiências e tecnologias poderia abrir novas oportunidades de trabalho conjunto.
“A Austrália enfrenta muitos dos mesmos desafios. Temos problemas climáticos e precisamos usar recursos como a tecnologia para resolvê-los”, disse ele.
O diplomata também se referiu ao cenário que o Peru enfrenta com o El Niño, um fator que este ano exige novamente planejamento e antecipação por parte do setor agrícola.
“Não será fácil, mas é por isso que estamos aqui, discutindo as possibilidades de trabalharmos juntos e encontrarmos soluções”, disse ele.
Nesse sentido, a conversa apontou a prevenção como um elemento fundamental para lidar com eventos climáticos que podem afetar a produção, a eficiência e a continuidade das empresas agrícolas.
Tecnologia para apoiar o crescimento produtivo
Para Yeomans, a tecnologia é uma das principais pontes de cooperação entre os dois países. A Austrália, explicou ele, não busca competir diretamente com o Peru nos mesmos mercados, mas sim contribuir com experiência, serviços e soluções que fortaleçam a produção local.
“A Austrália também produz, mas não competimos nos mercados em que atuamos. Queremos expandir nossos mercados, queremos usar a tecnologia para sermos mais eficientes e desenvolver a economia”, disse ele.
O embaixador acrescentou que a presença de empresas australianas no seminário se deve precisamente ao interesse em participar do crescimento do agronegócio peruano.
“Há empresas australianas aqui porque elas podem fornecer seus serviços e tecnologia para ajudar a produção local a crescer”, disse ele.
A presença dessas empresas reforça o papel do seminário como ponto de encontro para produtores, exportadores, fornecedores de tecnologia e partes interessadas internacionais em um setor que continua a expandir sua produção e capacidade comercial.

James Yeomans © Blueberries TV
Uma relação bilateral mais ativa
O embaixador lembrou que visitou Trujillo há uma década, quando ambos os países discutiam o potencial para fortalecer os laços econômicos, agrícolas e educacionais. Em sua opinião, essa situação mudou significativamente nos últimos anos.
“Quando estive aqui há 10 anos, conversamos muito sobre a possibilidade e o potencial entre a Austrália e o Peru para fortalecer diferentes laços relacionados à cidade de Trujillo”, comentou ele.
Desde então, explicou ele, a relação bilateral progrediu com a assinatura do Acordo de Livre Comércio, o aumento das exportações da região para a Austrália, o maior investimento australiano no Peru e um número crescente de estudantes peruanos em instituições australianas.
“O Acordo de Livre Comércio abriu novos mercados para ambos os países”, disse ele.
O mirtilo peruano como plataforma para a cooperação
A participação do embaixador australiano em Trujillo demonstra que oxicoco O Peru não é reconhecido apenas por sua liderança produtiva e exportadora, mas também como uma plataforma para conectar tecnologia, serviços agrícolas e cooperação internacional.
Num cenário marcado por maiores exigências climáticas, necessidade de eficiência e busca por soluções preventivas, a relação entre Austrália e Peru abre um espaço de colaboração voltado para o fortalecimento da competitividade do agronegócio.
Para uma indústria como a de oxicocoConsiderando que crescimento, inovação e alta exposição às mudanças climáticas se combinam, essa troca de informações pode se tornar cada vez mais relevante.
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